4º DOMINGO DA PÁSCOA – ANO LITÚRGICO C
Liturgia da Palavra: 1ª Leitura: At 13,14.43-52; Salmo Responsorial: Sl 99; 2ª Leitura: Ap 7,9.14b-17; Evangelho: Jo 10, 27-30
O CORDEIRO – PASTOR DA HUMANIDADE
Na realidade da pessoa do Cristo se identificam as imagens do cordeiro-servo de Javé e do pastor-guia do povo em seu contínuo êxodo religioso. Na primeira imagem é expressa a proximidade conosco, pela qual o Filho de Deus quer assemelhar-se em tudo a seus irmãos, partilhar seu destino até a morte, derramando seu sangue inocente para nos resgatar. Na outra, é expresso o amor misericordioso de Deus que Cristo nos deu a conhecer, vivo em sua pessoa, diversamente dos outros chefes religiosos e políticos do povo, que também se apresentavam como pastores em nome de Deus. O pastor supremos das nossas almas percorreu pessoalmente o itinerário que nos indica: a "grande tribulação" que tem como termo – dom gratuito de Deus - uma felicidade paradisíaca simbolizada nas "fontes das águas da vida".
Um itinerário oferecido a todos
Na realidade da pessoa do Cristo se identificam as imagens do cordeiro-servo de Javé e do pastor-guia do povo em seu contínuo êxodo religioso. Na primeira imagem é expressa a proximidade conosco, pela qual o Filho de Deus quer assemelhar-se em tudo a seus irmãos, partilhar seu destino até a morte, derramando seu sangue inocente para nos resgatar. Na outra, é expresso o amor misericordioso de Deus que Cristo nos deu a conhecer, vivo em sua pessoa, diversamente dos outros chefes religiosos e políticos do povo, que também se apresentavam como pastores em nome de Deus. O pastor supremos das nossas almas percorreu pessoalmente o itinerário que nos indica: a "grande tribulação" que tem como termo – dom gratuito de Deus - uma felicidade paradisíaca simbolizada nas "fontes das águas da vida".
Um itinerário oferecido a todos
Ninguém é excluído. Os 144.000 assinalados – símbolo a totalidade do novo Israel na fé, que reúne os que crêem, de toda proveniência de raças e culturais – já deixavam ver uma vontade de salvação universal; ainda mais evidente é a indicação da "imensa multidão, que ninguém podia contar", de toda nação, raça, povo e língua.
Por outro lado, temos aqui uma proposta a todos os que, na Igreja, têm responsabilidade "pastoral". Se não amam seus irmãos com um amor pessoal, suave e forte, providente e pronto para remediar, se não consomem sua vida esquecendo-se de si mesmos, então não são colaboradores do único pastor.
Análoga é a missão de toda comunidade cristã para com "a multidão" dos filhos de Deus; condição indispensável de vitalidade e sua fecundidade apostólica, a capacidade de buscar, de acolher e de conduzir às fontes da Palavra e dos sacramentos.
Como ovelhas sem pastor
O homem de hoje se sente cada vez mais aviltado e desconhecido como homem, como pessoa e centro de interesse. O que mais o humilha é o clima de anonimato, típico da nossa civilização, a sensação opressiva de massificação que o torna um número enfileirado numa série fria de outros números. E essa massa anônima tem a sensação nítida de estar ao arbítrio de forças obscuras, mas poderosas, que a manipula com o fim de explorá-la e dela tirar vantagens, com objetivos egoístas de dominação e poder. Para dar um exemplo, pensemos unicamente na força da manipulação publicitária para obter proventos cada vez maiores, ou na manipulação política da opinião pública em busca de poder.
A figura de Cristo "cordeiro-pastor" revoluciona tudo isto. Como pastor, Cristo instaura relações pessoais com cada um de nós, individualmente; por seu amor, que atinge nossa mais profunda identidade, não naufragamos no anonimato de um rebanho sem nome; El "nos conhece", nós "o conhecemos", face a face, sentimo-lo próximo em todos os momentos de nossa vida, interessado com amor por nossa aventura humana. Não distante, frio, indiferente.
E como, "cordeiro", Cristo nos lembra que sua lógica é a lógica da doação, não a da exploração; do serviço, não do poder; do sacrificar-se pelos outros, não do sacrificar os outros a si.
Nesse contexto, o Cristo "cordeiro-pastor" é figura viva e atual. Sentimo-nos envolvidos por seu contínuo cuidado. Não esmagados pela indiferença de um mundo hostil, por uma existência sem sentido porque sem ponto de referência.
Como ovelhas sem pastor
O homem de hoje se sente cada vez mais aviltado e desconhecido como homem, como pessoa e centro de interesse. O que mais o humilha é o clima de anonimato, típico da nossa civilização, a sensação opressiva de massificação que o torna um número enfileirado numa série fria de outros números. E essa massa anônima tem a sensação nítida de estar ao arbítrio de forças obscuras, mas poderosas, que a manipula com o fim de explorá-la e dela tirar vantagens, com objetivos egoístas de dominação e poder. Para dar um exemplo, pensemos unicamente na força da manipulação publicitária para obter proventos cada vez maiores, ou na manipulação política da opinião pública em busca de poder.
A figura de Cristo "cordeiro-pastor" revoluciona tudo isto. Como pastor, Cristo instaura relações pessoais com cada um de nós, individualmente; por seu amor, que atinge nossa mais profunda identidade, não naufragamos no anonimato de um rebanho sem nome; El "nos conhece", nós "o conhecemos", face a face, sentimo-lo próximo em todos os momentos de nossa vida, interessado com amor por nossa aventura humana. Não distante, frio, indiferente.
E como, "cordeiro", Cristo nos lembra que sua lógica é a lógica da doação, não a da exploração; do serviço, não do poder; do sacrificar-se pelos outros, não do sacrificar os outros a si.
Nesse contexto, o Cristo "cordeiro-pastor" é figura viva e atual. Sentimo-nos envolvidos por seu contínuo cuidado. Não esmagados pela indiferença de um mundo hostil, por uma existência sem sentido porque sem ponto de referência.
Um pastor pronto a dar até a vida
Em Cristo, que se faz cordeiro para ser imolado e lavar-nos com seu sangue, que se faz pão para nutrir-nos, vemos a verdadeira face de Deus Pai.
"Imaginamos Deus rico e poderoso, e certamente o é, mas não do modo como pensamos; sua riqueza não consiste em possuir, mas em dar, em empobrecer-se; e não usa de seu poder para impor-se, mas para se fazer aceitar. A liberalidade do Filho manifesta como é o Pai, pobre por excesso de riqueza, transbordante de uma vida que não procura ter para si, mas que derrama, com liberalidade e sem medida, sobre nós, através de Cristo; de fato, "ele dá seu Espírito sem medida" (Jo 3,34). Como exemplo desta generosidade, diz Paulo: "Ele, que não poupou seu próprio Filho, mas o sacrificou por todos nós, como poderá deixar de nos dar, com ele, tudo mais?" (Rm 8,32). Se Deus não recusa sacrificar aquilo que tem de mais caro, o próprio Filho, devemos compreender que ele não se poupa a si mesmo, que, por nós, se despoja do próprio ser e da própria vida, que se dá a nós enquanto nos dá seu Filho" (J. Moingt).
"Imaginamos Deus rico e poderoso, e certamente o é, mas não do modo como pensamos; sua riqueza não consiste em possuir, mas em dar, em empobrecer-se; e não usa de seu poder para impor-se, mas para se fazer aceitar. A liberalidade do Filho manifesta como é o Pai, pobre por excesso de riqueza, transbordante de uma vida que não procura ter para si, mas que derrama, com liberalidade e sem medida, sobre nós, através de Cristo; de fato, "ele dá seu Espírito sem medida" (Jo 3,34). Como exemplo desta generosidade, diz Paulo: "Ele, que não poupou seu próprio Filho, mas o sacrificou por todos nós, como poderá deixar de nos dar, com ele, tudo mais?" (Rm 8,32). Se Deus não recusa sacrificar aquilo que tem de mais caro, o próprio Filho, devemos compreender que ele não se poupa a si mesmo, que, por nós, se despoja do próprio ser e da própria vida, que se dá a nós enquanto nos dá seu Filho" (J. Moingt).
Fonte: Missal Dominical da Assembléia Cristã, 7ª Ed., Paulus, São Paulo, 1995, pp. 441-442.
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